90% de todos os dados foram criados nos últimos 2 anos apenas. Se alguém já duvidou da capacidade da Internet de crescer, pode dar-se por equivocado.
Algumas postagens por ai me chamaram atenção para o crescimento da rede:
Internet 2012 in numbers
http://royal.pingdom.com/2010/10/22/incredible-growth-of-the-internet-since-2000/
ictFacts and Figures - 2013
http://www.itu.int/en/ITU-D/Statistics/Documents/facts/ICTFactsFigures2013.pdf
The Internet of Things
http://thenextweb.com/insider/2012/12/09/the-future-of-the-internet-of-things/
Vídeo bem legal e ilustrativo
http://www.youtube.com/watch?v=CsVYID9rMGE
Este blog objetiva reunir e apresentar informações sobre Curadoria Digital e as principais iniciativas espalhadas pelo mundo sobre o assunto.
terça-feira, 21 de maio de 2013
domingo, 15 de julho de 2012
Fundamentos Teóricos em Curadoria Digital
O presente projeto pretende trazer uma perspectiva sobre a
curadoria digital e preservação da informação. No início, centrar-se em definir
o conceito de curadoria digital e sua importância para a Ciência da Informação,
especificamente para Preservação da Informação Digital. As atuais políticas de preservação,
especialmente aquelas baseadas na Curadoria Digital, consideram os recursos
multimídia da informação produzida hoje em dia? Esta é a pergunta esta pesquisa
pretende responder.
A realidade multimídia do que é produzido em massa na
atualidade ressalta a necessidade de reflexão sobre a sua disponibilidade e
acessibilidade no futuro. A curadoria digital figura como tema de análise e
reflexão deste projeto. O problema desta investigação é: verificar se a
curadoria digital é presente como modelo de preservação digital em repositórios
institucionais acadêmicos brasileiros.
Esta pesquisa de início enquadrava-se como qualitativa, pois
trata-se da construção do estado da arte do tema Curadoria Digital por meio de
extensivo levantamento bibliográfico. Em um segundo momento, entrevistas com stakeholders dos principais projetos existentes (no país e no mundo);
A pesquisa será dividida em dois momentos. Na primeira etapa, será revista a literatura sobre
os conceitos centrais de preservação da informação em formato digital e
curadoria, atentando para os aspectos que lhes tornam peculiares e transversais
no campo da Ciência da Informação. A densidade conceitual visa demonstrar a
riqueza do desenvolvimento de conceitos e relações dos conhecimentos que outros
estudiosos desenvolveram sobre o tema e que são, portanto, de domínio
científico reconhecimento e constroem o
mosaico que compõe o estado da arte da questão.
Serão consultados: artigos científicos, teses e
dissertações, livros, monografias de conclusão de curso de graduação e
especialização e sítios da Internet. A busca de conteúdos será feita nos
periódicos nacionais e internacionais de maior relevância na área de Ciência da
Informaçã, assim como em bibliografias especializadas e em sítios de
organizações, universidades que desenvolvam trabalhos de curadoria digital. Será
realizado também, com apoio da análise documental, um estudo de caso sobre as
práticas de preservação Curadoria no Brasil Preservação da informação, práticas
de curadoria.
Na segunda fase, será realizado levantamento das principais
iniciativas de preservação orientadas pelas concepções de curadoria. Em um
segundo momento, entrevistas serão feitas a profissionais diretamente
envolvidos com Curadoria Digital, que atuem no Brasil e no fora do país. Da
aplicação das entrevistas serão tabulados e analisados os dados qualitativos
obtidos. Essa etapa é essencial para que um estudo de caso sobre as práticas de
Curadoria no Brasil seja elaborado.
Na área de Biblioteca Digital, os trabalhos de Murilo Bastos da Cunha e Anna Maria Tammaro serão utilizados de início. No assunto de Preservação Digital, a tese de Miguel Arrelano apontaram outros autores utilizados a posteriori. Sobre Curadoria Digital, o Journal of Digital Curation servirá como fonte de informação sobre o tema.
Referências
BEAGRIE, Neil. Digital Curation for Science, Digital Libraries, and Individuals. The International Journal of Digital Curation, Issue 1, Volume, Autumn 2006. Disponível em:
<http://www.ijdc.net/index.php/ijdc/article/view/6/2>. Acesso em: 01 nov. 2011.
BOERES, Sonia A. de Assis; MÁRDERO
ARELLANO, Miguel A.
Políticas e estratégias de preservação de documentos digitais. Disponível em:
<http://www.cinform.ufba.br/vi_anais/docs/SoniaMiguelPreservacaoDigital.pdf>.
Acesso em: 04 nov. 2011.
COMMISSION on
Preservation and Access; The Research Libraries Group. Preserving Digital Information:
Report of the Task Force on Archiving of Digital Information.
[S.l.]
: CLIR, May
1996. Disponível em: <
http://www.clir.org/pubs/reports/pub63watersgarrett.pdf>.Acesso em: 02 nov.
2011.
DIGITAL CURATION CENTRE. Disponível em:
< http://www.dcc.ac.uk/digital-curation/why-preserve-digital-data>.
Acesso em: 03 nov. 2011.
GIARETTA, D. (2005). DCC approach to
digital curation, version 1.23. Acesso em: 03 jan., 2011. Disponível
em: <http://dev.dcc.rl.ac.uk/twiki/bin/view/Main/DCCApproachToCuration>.
Acesso em: 02 nov. 2011.
BALL, Alex et
al. A Grand Challenge: Immortal Information and Through-Life Knowledge Management (KIM). The
International Journal of Digital Curation, Issue 1, Volume, Autumn 2006. Disponível em:
<http://www.ijdc.net/index.php/ijdc/article/view/9/5 >. Acesso em: 01 nov. 2011
DIGITAL preservation management: implementing short-term strategies for long-term problems. Disponível em: <
http://www.dpworkshop.org/dpm-eng/eng_index.html>. Acesso em: 08 nov. 2011.
© 2003-2007 Cornell University Library.
FLORIDI, Luciano. On defining library and information science as applied philosophy of information. Social Epistemology,
London, v.16, n. 1, p. 37-49, 2002.
FERREIRA, Carla Alexandra Silva. Preservação da
informação Digital: uma perspectiva
orientada para as bibliotecas. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Letras da
Universidade de Coimbra, 2011. Disponível em:
<http://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/15001/1/Preserva%C3%A7%C3%A3o%20da%20Informa%C3%A7%C3%A3o%20Digital.pdf>.
Acesso em: 08 nov. 2011.
Meu encontro com a Ciência: percalços de uma mestranda em CI
Não fui uma criança que fez Ciência. No máximo alguns esbarrões insólitos durante a vida escolar, todos involuntários, ensejados pela minha própria curiosidade e, ao tentar relembrar meus encontros com o que é pesquisar, fazer descobertas ou vislumbrar entendimentos alternativos aos que me eram oferecidos pelos meus professores (Reuen Feuerstein lhes era alheio!) percebi que esse encontro não acontecerá nunca com a maioria dos estudantes. Ainda que o progresso econômico e tecnológico exijam mais preparo dos cidadãos de qualquer nação que enseje pleno desenvolvimento.
Todavia, isso mudou uma vez que me tornei uma aluna de mestrado. Estava sob a maldição do publish or to perish. Dentre as percepções errôneas, reverberadas na minha mente pelo senso comum, figurava a noção de que pesquisa e consequentemente Ciência eram resultado apenas de um método aplicado. Simples assim.
Não é simples assim. Antes de tudo, pensemos sobre o conceito de Ciência. Cervo (2007) afirma que na condição atual, é resultado de descobertas ocasionais, nas primeiras etapas, e de pesquisas cada vez mais metódicas, nas etapas posteriores. Tomanik (2004) envereda por uma acepção mais ampla do que seria ciência, o autor afirma que o objeto da ciência é o que ela se propõe a conhecer, enquanto que o método científico indica como ela se propõe a atingir seus objetivos. Entretanto, o entendimento da pesquisa cientifica abarca outros aspectos, ela é investigação com propósito, forma e método. O investigador deve conhecer o saber já consolidado dentro do seu campo de pesquisa, interpretar os dados que possui atentando para o contexto que a pesquisa se insere, manter o olhar crítico e estar sempre atento às ameaças que invalidem os possíveis resultados obtidos por meio do método científico aceito pela sua área e pelos seus pares.
Assim, método tem a ver com o contexto da sua pesquisa, o seu alcance e os seus objetivos. A pesquisa é uma linha interpretativa de um problema proposto dentro de uma área específica do conhecimento, o metódo valida os resultados obtidos em uma investigação.
O que fazer na era da ciência interdisciplinar? E, o que fazer quando a área em questão é a mais interdisciplinar de todas? Eis o gargalo da Ciência da Informação: ela é dado, comunicação, conhecimento, seu objeto de estudo é o mais imaterial e o mais presente objeto da ciência, a informação em si. Buckland (1991) apresenta informação como processo (o ato de informar), como conhecimento (a informação assimilada, compreendida) e como coisa (a informação registrada e, portanto, tangível). Essa última definição desperta a noção da natureza dinâmica do meu objeto de estudo e , portanto, da importância da construção da pesquisa consciente, voltada para a ética e para a construção do conhecimento socialmente construído.
Referências:
BUCKLAND, Michael. Information as a thing. Disponível em: <http://people.ischool.berkeley.edu/~buckland/thing.html>. Acesso em: 15 jul. 2012.
CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro A; SILVA, Roberto da. Metodologia científica. 6 ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. ISBN 8576050471.
TOMANIK, Eduardo Augusto. O olhar no espelho: "conversas" sobre pesquisa em Ciências Sociais. 2 ed. rev. Maringá: Eduem, 2004. ISBN 8585545844
O que é Curadoria Digital?
Não. Curadoria Digital não é o ato de escolher obras que comporão Museus Digitais ou Multimídia. Tampouco tem a ver com Curadoria de Conteúdo. Entretanto, tem sim a ver com preservação da informação e com memória científica.
Vannevar Bush, com o clássico "As we may think" preconizaria, mesmo que indiretamente, a função da Curadoria Digital:
"A record if it is to be useful to science, must be continuously extended, it must be stored, and above all it must be consulted."
“Digital Curation, broadly interpreted, is about maintaining and adding value to, a trusted body of digital information for current and future use.”
Digital Curation Centre (DCC) define a curadoria digital como “a seleção, preservação, manutenção, coleção e arquivamento de conjuntos digitais”. Curadoria digital também é o processo de estabelecimento e desenvolvimento de repositórios de conjuntos digitais para referência corrente e futura para pesquisadores, cientistas, historiadores e estudiosos em geral.
O tratamento da informação em suporte digital mostra-se muitíssimo útil, por que figura
como iniciativa real ao desafio da preservação digital em longo prazo, levando em consideração todos os formatos e conteúdos dos documentos que se queira preservar. A preservação compreende o fluxo da informação, o processamento, o acesso e o uso futuro.
Então, uma das funções da Curadoria Digital é desenhar serviços digitais para o armazenamento de ativos digitais e compromisso com a preservação a longo prazo para acesso futuro.
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